PATATIVA DO ASSARÉ

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PATATIVA DO ASSARÉ

Nascido no dia 5 de março de 1909, em Serra de Santana, no interior do Ceará, região do Cariri, a 18 quilômetros da cidade de Assaré. Falece em 8 de julho de 2002. Patativa era o segundo dos cinco filhos dos agricultores Pedro Gonçalves da Silva e Maria Pereira da Silva. Aos nove anos, perdeu o pai e, ao lado de sua família, precisou enfrentar a vida de agricultor pobre no diminuto terreno deixado como herança paterna. Aos 12 anos, Patativa freqüentou uma escola no mesmo campo onde sempre viveu, em Serra de Santana. Ali passou seis meses e aprendeu apenas a ler: “sem vírgula, sem ponto, sem nada”. Suas maiores distrações eram a poesia e a leitura. Ainda em vida, Patativa do Assaré conseguiu “o reconhecimento, o carinho e o amor do seu povo”, Ele fazia poesia social, era um poeta do povo, sua luta era mais do que contra a ditadura, era contra a opressão que aflige o povo nordestino até hoje. “Não só o intelectual, mas também o artista capaz de transformar aquele mal-estar em matéria poética”, Ao todo, Patativa publicou dez livros. O primeiro, Inspiração Nordestina, publicado em 1956, com incentivo do filósofo José Arraes de Alencar. Depois vieram Inspiração Nordestina: Cantos do Patativa (1967), edição ampliada do primeiro livro, Cante Lá que Eu Canto Cá (1978), que lhe rendeu reconhecimento do meio acadêmico e da imprensa, Ispinho e Fulô (1988), Balceiro. Patativa e Outros Poetas de Assaré (1991), Cordéis (1993), Aqui Tem Coisa (1994), Biblioteca de Cordel: Patativa do Assaré (2000), Balceiro 2. Patativa e Outros Poetas de Assaré (2001) e Ao pé da mesa (2001). Considerado comunista por seus atos em defesa do povo pobre, o poeta se declarava “comunista de coração” e em poemas como “Eu Quero”, “Triste Partida” (que mais tarde seria musicada por Luiz Gonzaga) e “O Brasil de baixo e o Brasil de cima”, dentre outros, defende os direitos e cobra melhorias para a vida do povo nordestino, debatendo assuntos como seca, fome e reforma agrária. Nas palavras do amigo cineasta, “Patativa do Assaré figura entre os grandes nomes da poesia do Brasil por ter conseguido, com arte e beleza, unir denúncia social com lirismo, consciência política com profunda percepção humana. Quem lê a poesia de Patativa pensa, se emociona e se transforma, porque nela estão todas as lutas e esperanças do homem, estão as palavras que se erguem contra todas as formas de obscurantismo e opressão.”

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