Maurício de Medeiros
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Um de seus irmãos, Medeiros e Albuquerque, foi figura de relevante destaque nas letras brasileiras, tendo ocupado, na década de 1920, a presidência da Academia Brasileira de Letras.
Médico, professor, escritor e político, estudou Maurício de Medeiros no Colégio Pedro II e na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, da qual viria a ser um dos professores catedráticos. Fez cursos de especialização médica na França, nos anos de 1906 e 1907.
De regresso ao Brasil passou a colaborar em alguns periódicos do Rio de Janeiro e de São Paulo, entre os quais a "Gazeta de Notícias" e o "Correio Paulistano" - nos anos de 1908 e 1909.
Retomada a atividade jornalística no Brasil em 1920, colaborou nos anos seguintes em "A Gazeta" (São Paulo) e em "A Noite", "Correio da Manhã" e "Diário Carioca" (Rio de janeiro).
Envolvendo-se na política foi eleito deputado estadual no Estado do Rio de Janeiro em 1916 e deputado federal, em 1921. Voltou a ser eleito para a Câmara dos Deputados em 1927 e 1930.
Em 1950 foi nomeado chefe da delegação brasileira ao I Congresso Mundial de Psiquiatria. Participou, também, dos congressos de Neuropatologia realizados em Roma e Londres, nos anos de 1952 e 1955, respectivamente.
Exerceu o cargo de Ministro da Saúde nos governos de Nereu Ramos e de Juscelino K. de Oliveira. Na obra de Maurício de Medeiros destacam-se as seguintes publicações: "Peço a palavra", 1924; "Segredo conjugal", 1933; "Idéias, homens e fatos", 1934; "Folhas Secas"; "Joaquim Nabuco", "O Casamento"; "O inconsciente diabólico"; "Rússia"; e "Homens Notáveis", 1964.
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