ANTÔNIO DA SILVA JARDIM - POLÍTICO BRASILEIRO

Antônio da Silva Jardim
Antônio da Silva Jardim nasceu em Capivari de Cima, depois Silva Jardim (RJ), em 18 de agosto de 1860. Concluiu os estudos preparatórios em Niterói e estudou depois no Rio de Janeiro. No jornal Labarum, dos alunos do Colégio São Bento, onde estudava, publicou aos 16 anos seu primeiro artigo político, sobre Tiradentes. Em 1878 transferiu-se para São Paulo, onde matriculou-se na faculdade de direito. Revelou-se orador brilhante e nesse mesmo ano escreveu, em colaboração com Valentim Magalhães, Idéias de moço. Foi redator e revisor do jornal A Tribuna Liberal, órgão do Partido Liberal. Em 1881 aderiu à filosofia de Auguste Comte e inaugurou o primeiro centro positivista de São Paulo.

Tribuno popular, orador brilhante, conferencista e jornalista, o político Silva Jardim destacou-se como o mais atuante propagandista da república.

Formado em 1882, começou a advogar, mas decidiu-se pelo magistério. Casou-se com uma filha do conselheiro Martim Francisco de Andrada e, em 1884, abriu, em sociedade com João Kopke, conhecido autor de obras didáticas, a Escola Neutralidade, de ensino primário e laico, numa iniciativa ousada para a época. Por sua iniciativa pessoal, realizou em Santos SP, em 28 de janeiro de 1888, onde fixara residência dois anos antes, o primeiro comício republicano do país. A partir de então e até o fim de 1889, dedicou-se à campanha republicana. Percorreu diversas cidades fluminenses, paulistas e mineiras para divulgar o novo regime político e promoveu, também no Rio de Janeiro, numerosos comícios. Ao mesmo tempo, colaborava na Gazeta de Notícias.

Por seu radicalismo, foi excluído do movimento que proclamou a república e do primeiro governo republicano. Frustrado por não ter sucedido a Quintino Bocaiúva no Itamarati, ainda disputou as eleições para a constituinte, amargurado com os velhos companheiros. Depois, exilou-se na Europa. Silva Jardim morreu na cidade italiana de Nápoles, em 1º de julho de 1891, quando visitava o Vesúvio e foi tragado por uma fenda que abriu-se inesperadamente junto à cratera do vulcão. Entre suas obras mais importantes, destacam-se O general Osório (1879), Gente do mosteiro (1879), Reforma do ensino da língua materna (1884) e Memórias e viagens, publicado postumamente em Lisboa em 1891.

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