ANTÔNIO DE OLIVEIRA SALAZAR - DITADOR PORTUGUÊS

Antônio de Oliveira Salazar
Antônio de Oliveira Salazar nasceu em Vimieiro, Santa Comba Dão, Portugal, em 28 de abril de 1889. Educou-se no seminário de Viseu e cursou a Universidade de Coimbra, onde em 1914 graduou-se em direito e a partir de 1918 ocupou a cátedra de economia política. Expulso em 1919 sob a acusação de conspirar contra o regime republicano, foi posteriormente readmitido. Eleito deputado em 1921 pelo Centro Católico Português, abandonou pouco depois o cargo parlamentar por discordar da instituição.

O Estado Novo criado pelo primeiro-ministro português Salazar impôs um regime autoritário que anulou por 36 anos todas as tentativas de oposição a seu governo.

Em 1926, depois do golpe de estado que depôs o presidente Bernardino Luís Machado Guimarães, foi-lhe oferecido o Ministério da Fazenda. Ocupou o posto apenas durante cinco dias, por lhe serem negados plenos poderes para implantar as medidas econômicas que planejava. Regressou ao ensino e publicou artigos com críticas às contas públicas do estado, cuja crise financeira se agravara após o golpe. Em 1928, o novo presidente, Antônio Oscar de Fragoso Carmona, confiou-lhe novamente a pasta da Fazenda, desta vez com total controle de todas as despesas. Salazar promoveu então uma austera política econômica, com intensificação da pressão fiscal, redução de vencimentos e congelamento de salários, que conseguiu deter os tradicionais déficits orçamentários e estabilizar a moeda. Ganhou assim a confiança dos militares e resistiu a sucessivas remodelações ministeriais.

Em 5 de julho de 1932, Carmona nomeou-o primeiro-ministro, e Salazar, convertido em homem forte de Portugal, promulgou em 1933 a constituição do Estado Novo, referendada por plebiscito, que instaurou um regime inspirado no fascismo italiano, de caráter "unitário e corporativo". A adoção do Estatuto do Trabalho Nacional, que integrava num mesmo organismo, submetido ao controle do governo, as associações operárias e patronais; a criação de organizações paramilitares e da Polícia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE), polícia política com poderes quase ilimitados; a fundação do Secretariado Nacional de Propaganda (mais tarde Secretariado Nacional de Informação); e a fundação da União Nacional, partido único, foram as medidas adotadas por Salazar para consolidar o novo regime que, ainda que conseguisse estabilizar a economia e promover a construção de obras públicas, foi incapaz de impedir a deterioração progressiva do nível de vida.

Durante a guerra civil espanhola, de 1936 a 1939, e a segunda guerra mundial, de 1939 a 1945, Salazar se colocou à frente do Ministério de Assuntos Exteriores. Aprovou em 1937 o governo espanhol do general Francisco Franco, com quem cinco anos mais tarde formou o Pacto Ibérico, pelo qual Portugal e Espanha se declararam a favor de uma política de estrita neutralidade. Conseguiu o ingresso de seu país na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em 1949 e tentou manter a todo custo as possessões portuguesas de ultramar. Diante da adoção, pelos Estados Unidos e a União Soviética, de uma política anticolonialista, Salazar assumiu em 1961 a direção do Ministério da Guerra, mas sua gestão não conseguiu deter a eclosão de violentos distúrbios nos domínios portugueses de Angola, Moçambique e Guiné.

Incapacitado para desempenhar o cargo de primeiro-ministro após sofrer um derrame cerebral em 1968, foi substituído por Marcelo Caetano. Antônio de Oliveira Salazar morreu em Lisboa em 27 de julho de 1970. O regime por ele instituído sobreviveu por mais quatro anos antes de ser abolido pelo movimento militar de 25 de abril.

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