OSVALDO ARANHA - POLÍTICO BRASILEIRO

Osvaldo Aranha
Osvaldo Euclides de Sousa Aranha nasceu em Porto Alegre (RS) em 15 de novembro de 1894 e estudou no Rio de Janeiro, no Colégio Militar e na Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais, diplomando-se em 1916. Prefeito de Alegrete em 1925, dois anos depois foi eleito deputado federal, mas renunciou ao mandato para assumir a Secretaria de Negócios Interiores do Rio Grande do Sul.

Durante um quarto do século, entre a revolução de 1930 e a crise política que desembocou no suicídio de Getúlio Vargas, em 1954, Osvaldo Aranha foi um dos nomes de maior destaque no cenário político brasileiro.

Vitoriosa a revolução de 1930, da qual foi um dos articuladores, assumiu o Ministério da Justiça do governo provisório, transferindo-se no ano seguinte para o da Fazenda. Nessa pasta instituiu o chamado "esquema Aranha", que tinha como principal objetivo evitar o aumento da dívida externa brasileira. O esquema consolidou a dívida, transferindo para a União a responsabilidade sobre os empréstimos contraídos pelos estados e municípios antes de 1930.

Depois de servir como embaixador em Washington (1933-1937), Osvaldo Aranha assumiu em 1938 o Ministério das Relações Exteriores, revelando-se, em pleno Estado Novo, paladino do pan-americanismo. A ele se deve também, em grande parte, o ingresso do Brasil na segunda guerra mundial ao lado dos aliados. Chefe da delegação brasileira às sessões da Assembléia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em 1947, seu papel no episódio da criação do Estado de Israel granjeou-lhe a gratidão daquele país.

No segundo governo Vargas, voltou ao Ministério da Fazenda, em agosto de 1953. Nesse período criou um plano, batizado com seu nome, que visava estabilizar a moeda sem prejuízo do desenvolvimento econômico. No entanto, o plano foi frustrado pelo abandono do programa do Ponto IV por Dwight Eisenhower, eleito presidente dos Estados Unidos, e pela crise que culminou com o suicídio de Vargas.

Morto Vargas, em agosto de 1954, Osvaldo Aranha passou a dedicar-se a interesses particulares e à advocacia, embora em 1957 voltasse novamente à ONU como presidente da delegação do Brasil, no governo de Juscelino Kubitschek. Faleceu no Rio de Janeiro RJ em 27 de janeiro de 1960.

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