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ANTÔNIO SÉRGIO - ESCRITOR INDO-PORTUGUÊS

Antônio Sérgio
Antônio Sérgio de Sousa nasceu em Damão, Índia, em 3 de setembro de 1883. Filho de um almirante, só aos dez anos foi para Lisboa. Fez a Escola Naval, mas deixou a Marinha pouco depois de publicar Notas sobre os sonetos e as tendências de Antero de Quental (1908). Com a república, passou a trabalhar firmemente pela "reforma da mentalidade" de seu povo. Com outros intelectuais, fundou o movimento denominado Renascença Portuguesa, cujo jornal, A Águia, abrigava as idéias e ideais do grupo, fundamentalmente voltados para as questões educacionais. Em 1918 lançou a revista Pela Grei, que dirigiu, e a que se seguiram Seara Nova e Lusitânia, nas quais se expressaram facções distintas da mesma perspectiva: a "dos homens livres" e a do "grupo da Biblioteca Nacional".

Escritor, pensador e pedagogo português, Antônio Sérgio dedicou-se à reforma educacional e foi uma das personalidades mais influentes e fecundas de Portugal na primeira metade do século XIX.

No ministério reformista de Álvaro de Castro, em 1923, Antônio Sérgio ocupou a pasta de Instrução Pública, mas quando Salazar assumiu o poder, foi obrigado a exilar-se em Paris. O pensamento de Antônio Sérgio preconiza, na educação, o autogoverno e, na vida econômica, o cooperativismo. Em sua obra, têm importância as obras Educação cívica (1915), os oito volumes dos Ensaios (1920-1958), que reúnem seus principais textos, e Breve interpretação da história de Portugal. Colaborador da Grande enciclopédia portuguesa e brasileira e tradutor de Descartes, Leibnitz, Rousseau e Bertrand Russell, Antônio Sérgio morreu em Lisboa em 26 de janeiro de 1969.

MADRE TERESA DE CALCUTÁ - MADRE INDIANA

Madre indiana nascida em Skopje, na Macedônia, cuja dedicação em vida aos pobres da Índia lhe valeu um Prêmio Nobel da Paz (1979). Filha de merceeiro albanês, ingressou na Ordem de Nossa Senhora de Loreto e foi para a Irlanda (1928) para estudar no Instituto da Bendita Virgem Maria, mas logo embarcou para a Índia onde estudou enfermagem, mudou-se para as favelas e começou a trabalhar com os pobres de Calcutá. Dizia que recebeu um chamado divino (1946) para se dedicar aos pobres e viver entre eles. Adotou a cidadania indiana e foi-lhe cedido um albergue de peregrinos, perto do templo de Kali, onde ela fundou a Ordem das Missionárias da Caridade (1948) e passou a dar assistência aos necessitados.

Com a colaboração de voluntários organizou dispensários e escolas ao ar livre e fundou inúmeros centros para cegos, idosos, leprosos, aleijados e moribundos. Sua ordem (1950) recebeu sanção canônica do papa Pio XII. O papa Paulo VI presenteou-a com a limusine por ele utilizada em sua visita à Índia (1964) e ela rifou o carro, para ajudar a financiar uma colônia de leprosos. Em reconhecimento a seu apostolado, o governo indiano concedeu-lhe (1963) a medalha Senhor do Lótus. Sua ordem, já presente em vários países, tornou-se subordinada somente ao papa (1965).

Pelo trabalho da ordem foi indicada para o Nobel da Paz (1975), mas só ganhou o prêmio quatro anos depois (1979) pela sua luta contra a pobreza na Índia. Paulo VI concedeu a madre Teresa o primeiro Prêmio João XXIII da Paz (1971). Sua saúde começou a decair, após um ataque cardíaco (1983). Já debilitada solicitou ao papa João Paulo II seu afastamento da liderança da congregação (1990).

Em agosto deste ano ficou internada em razão de problemas cardiorrespiratórios e morreu em 5/9, de ataque cardíaco, em Calcutá, Índia. Foi beatificada em 19 outubro (2003) pelo papa João Paulo II. Como fundadora das Missionárias da Caridade, foi testemunho vivo de amor a Jesus Cristo por sua entrega total a serviço dos mais pobres entre os pobres. Seu exemplo haverá de ter sido um guia para a consciência da humanidade.

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