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Japão


 

Tadao Ando | Japão

Tadao Ando | Japão

Tadao Ando | JapãoAndo, Tadao (1941-), Arquiteto japonês:

Row House (1975), em Osaka, no Japão;
Meditation Spaca Unesco (1977), em Ikuno, no Japão.

Nascido em Osaka em 1941, Tadao Ando constitui um caso invulgar, na medida em que é um autodidata no domínio da Arquitetura, em grande parte graças às suas viagens aos Estados Unidos, Europa e África (1962 69). Fundou a empresa Tadao Ando Architect & Associates em Osaka, em 1969. Quando Ihe perguntam como nasceu o seu interesse pela arquitetura, responde: «Acontece que se faziam construções no sítio onde eu morava, quando eu tinha quinze anos, e eu travei conhecimento com alguns carpinteiros. Mais ou menos na mesma época, encontrei num alfarrabista um livro sobre a obra completa de Le Corbusier Copiei alguns dos seus desenhos, e diria que foi assim que comecei a interessar-me ela arquitetura».

Vencedor do Premio Carisberg em 1992, do Premio Pritzker em 1995, do Premium Imperiale em 1996 e da Medalha de Ouro do Royal Institute of British Architects em 1997, Tadao Ando é um dos arquitetos mais respeitados do mundo. Alguns dos seus admiradores ou, neste caso, dos seus detratores, deram-se ao trabalho de visitar os seus edifícios. Nem a melhor fotografia nem o desenho mais minucioso conseguem reproduzir os efeitos da mudança da luz à medida que o sol se esconde atrás do Templo de Hompuku-ji , na ilha de Awaji , sobranceiro à Baía de Osaka. Todavia, o essencial da sua obra só pode captar-se através desses instantes fugidios, quando a presença da natureza se impõe e depois desaparece atrás das paredes de betão.

Kitano, Takeshi (1948-), Cineasta japonês

Kitano, Takeshi (1948-), Cineasta japonês

Kitano, Takeshi (1948-), Cineasta japonês
Adrenalina Máxima (1993);
Hana-Bi – Fogos de Artifício (1997),
Verão Feliz (1999);
Brother (2000).

www.megatimes.com.br
www.klimanaturali.org
www.geografiatotal.com.br

AKUTAGAWA RYUNOSUKE - ESCRITOR JAPONÊS

Akutagawa Ryunosuke
Akutagawa Ryunosuke nasceu em Tóquio, em 1o de março de 1892 e estudou literatura inglesa na Universidade Imperial. A publicação do conto "Rashomon", em 1915, atraiu a admiração dos intelectuais e converteu-o num dos protegidos do influente romancista Natsume Soseki. Nos anos seguintes, Akutagawa escreveu contos inspirados na história e nas lendas tradicionais de seu país, através dos quais transmitiu uma fina ironia psicológica em linguagem apurada e elegante, influenciada, segundo o próprio autor, por Anatole France.

Tido como o primeiro escritor japonês a atrair a atenção da crítica e dos leitores ocidentais, Akutagawa foi também pioneiro na introdução do estilo europeu na literatura japonesa.

Entre suas narrativas destacam-se "Hana" (1916; "O nariz"), "Tabako to akuma" (1917; "O tabaco e o demônio"), ambientado no século XVI durante o chamado "período cristão", e "Yubu no naka" (1921; "Na floresta"). O último desses textos revela a progressiva inclinação do autor para o macabro e constituiu, juntamente com "Rashomon", o núcleo do filme realizado com esse mesmo nome por Akira Kurosawa em 1951.

O pessimismo mórbido de Akutagawa, devido em parte ao temor de herdar a doença mental que acometera sua mãe, acentuou-se a partir de 1922. Prova disso deram as cartas e textos autobiográficos, em que confessava uma profunda depressão, e a extraordinária sátira "Kappa" (1927; "O tritão"), uma cruel paródia do mundo, na qual um doente viaja em sonhos ao país dos espíritos marinhos. Akutagawa suicidou-se em 24 de julho de 1927, na cidade onde nasceu, quando se encontrava no auge do prestígio.

IMPERADOR AKIHITO - JAPÃO

Akihito
Tsugu Akihito nasceu em 23 de dezembro de 1933 em Tóquio. Filho mais velho do imperador Hirohito e da princesa Nagako, passou os últimos anos da segunda guerra mundial fora de Tóquio. Findo o conflito, estudou política e economia na Universidade de Gakushuin. Como seu pai, tornou-se um estudioso de biologia marinha.

Com a debilitação do poder exercido por políticos, burocratas e empresários a partir do pós-guerra, o imperador Akihito procurou ter uma atuação mais ativa na sociedade japonesa.

Em 1952, Akihito foi investido como herdeiro do trono japonês e, sete anos mais tarde, quebrando uma tradição milenar, casou-se com uma plebéia, Shoda Michiko, filha de um rico industrial. O casal teve três filhos: o príncipe Naruhito, nascido em 1960; o príncipe Akishino, nascido em 1965; e a princesa Nori, nascida em 1969. Com a morte do pai, Akihito tornou-se o 125º imperador do Japão em 1989, sendo formalmente entronizado em 12 de novembro de 1990.

YASUJIRO OZU (小津 安二郎) - REALIZADOR DO CINEMA JAPONÊS

Yasujiro Ozu (小津 安二郎 Ozu Yasujirō) (Tóquio, 12 de Dezembro de 1903 - Kamakma, 12 de Dezembro de 1963) foi um influente realizador de cinema Japonês.

Nasceu em Fukagawa, em Tóquio, filho de um comerciante de adubo, e foi educado num colégio interno em Matsuzaka, não tendo sido um aluno particularmente bem sucedido. Desde cedo se interessa pelo cinema e aproveita o tempo para ver o máximo de filmes que podia. Trabalhou por um breve período como professor, antes de voltar para Tóquio em 1923, onde se juntou à Companhia cinematográfica Shochiku. Trabalhou, inicialmente, como assistente de fotografia e de realização. Três anos depois, dirigiu o seu primeiro filme, Zange no yaiba (A espada da penitência), um filme histórico, em 1927. Os cinéfilos em geral indicam como primeiro filme importante Rakudai wa shita keredo (Reprovei, mas... - tradução do título em inglês), de 1930. Realizou mais 53 filmes - 26 dos quais nos seus primeiros cinco anos como realizador e todos, menos 3, para os estúdios Shochiku.

Em Julho de 1937, numa altura em que os estúdios demonstravam algum descontentamento com o insucesso comercial dos filmes de Ozu, apesar dos louvores e prémios com que a crítica o celebrava, é recrutado com 34 anos e servirá como cabo de infantaria, na China, durante dois anos. A sua experiência militar leva-o a escrever um extenso diário onde se inspirará mais tarde para escrever guiões cinematográficos. O primeiro filme realizado por Ozu ao regressar, Toda-ke no Kyodai (Os irmãos da família "Toda" - tradução do título em inglês, 1941), foi um sucesso de bilheteira e de crítica. Em 1943 foi, de novo, alistado no exército para realizar um filme de propaganda em Burma. Em vez disso, porém, foi enviado para Singapura onde passou grande parte do seu tempo a ver filmes norte-americanos confiscados pelo exército. De acordo com Donald Richie, o filme preferido de Ozu era a obra-prima de Orson Welles', Citizen Kane.

Ozu começou por realizar comédias, originais no seu estilo, antes de se dedicar a obras com maiores preocupações sociais na década de 1930, principalmente ao focar dramas familiares (género próprio do cinema japonês, chamado "Gendai-Geki"). Outros temas caros ao mestre japonês são a velhice, o conflito entre gerações, a nostalgia, a solidão e inevitabilidade da decadência, como se verifica, de imediato, nos títulos dos seus filmes que evocam o passar do tempo: é frequente que os seus filmes terminem num local ou numa situação directamente ligada com o início, acentuando o carácter temporal "circular" (como as estações do ano ou a alternância das marés) destas obras.

Trabalhou frequentemente com o argumentista (guionista) Kogo Noda; entre outros colaboradores regulares contam-se o director de fotografia Yuharu Atsuta e os actores Chishu Ryu e Setsuko Hara. Os seus filmes começaram a ter uma recepção mais favorável a partir do final da década de 1940, com filmes como Banshun (Portugal: Primavera tardia; Brasil: Pai e filha, 1949), Tokyo monogatari (Portugal: Viajem a Tóquio, Brasil: Era uma vez em Tóquio, 1953), considerado a sua obra prima, e Ochazuke no Aji (Portugal: O gosto do saké, 1952), Soshun (Portugal: Primavera prematura, 1956), Ukigusa (Ervas flutuantes, 1959) e Akibiyori (Dia de Outono, 1960). O seu último filme foi Sanma no aji (BrasilA rotina tem seu encanto, 1962). Morreu de cancro no seu 60.º aniversário e foi sepultado no templo de Engaku-ji em Kamakura.

Enquanto realizador era considerado excêntrico e declaradamente perfeccionista. É muitas vezes referido como o "mais japonês dos realizadores de cinema", o que não foi favorável para a sua divulgação no estrangeiro - só tardiamente se começou a mostrar a sua obra no ocidente, a partir da década de 1960. Foi relutante a aceitar a revolução do cinema sonoro - o seu primeiro filme com som foi Hitori musuko ("Filho único"). O seu primeiro filme a cores foi também tardio: Higanbana (Flores do equinócio), em 1958. Destaca-se, no seu estilo, um género de plano, filmado a baixa altura, com o operador de câmara de cócoras, o que provoca um determinado efeito de identificação do espectador com o ponto de vista da câmara. Defendia insistentemente os planos estáticos, sem movimento da câmara e composições meticulosamente definidas que não permitiam aos actores dominarem individualmente a cena. É também sua imagem de marca a frontalidade do plano (falsos raccords): num campo-contracampo, por exemplo, quando vemos alternadamente uma pessoa a falar com outra, é dada a impressão que o actor se dirige ao espectador e não à personagem do filme.

A influência de Ozu no cinema oriental é indubitável: Akira Kurosawa e Kenji Mizoguchi, que despertaram primeiramente a curiosidade cinéfila europeia em relação ao cinema japonês são, de certa forma, tributários do seu estilo. Verifica-se que muitos cineastas ocidentais tomaram Ozu como mestre. Wim Wenders filmou "Tokyo-Ga", um documentário sobre Ozu. Jim Jarmusch e Hal Hartley seguem de perto os seus ensinamentos, nos Estados Unidos da América. Em Portugal, João Botelho inspirou-se no seu filme "Viajem a Tóquio" para realizar "Um adeus português"

Filmografia (além dos filmes mencionados)
Indica-se com br, o nome por que é conhecido no Brazil, com pt, o nome com que é conhecido em Portugal e com ing, a tradução do título em inglês (note-se que, por exemplo, em Portugal só estreou comercialmente um filme de Ozu - Primavera tardia, o que implica que não haja um título "oficial" em português).

Zange no yaiba ("Espada da penitência"), 1927
Wakodo no yume (ing: "Sonhos de juventude"), 1928
Hikkoshi fufu (ing: "Casal em mudanças"), 1928
Nikutaibi (ing: "Corpo belo"), 1928
Nyobo funshitsu (ing: "Esposa perdida"), 1928
Kabocha (ing: "Abóbora"), 1928
Wakaki hi (ing: "Dias de juventude"), 1929
Wasei kenka tomodachi (ing: "Amigos em luta"), 1929
Daigaku wa deta keredo (ing: "Graduei-me, mas..."), 1929
Tokkan kozo (ing: "Um rapaz sincero"), 1929
Takara no yama (ing: "A montanha do tesouro"), 1929
Kaishain seikatsu (ing: "A vida de um empregado de escritório), 1929
Rakudai wa shita keredo (ing: "Reprovei, mas..."), 1930
Erogami no onryo (ing: "O espírito vingativo de Eros"), 1930
Ashi ni sawatta koun (ing: "Sorte perdida" ou "A sorte tocou-me nas pernas"), 1930
Ojosan (ing: "Jovem menina"), 1930
Sono yo no tsuma (ing: "A esposa dessa noite"), 1930
Kekkongaku nyumon (ing: "Introdução ao casamento"), 1930
Hogaraka ni ayume (ing: "Anda alegremente"), 1930
Shukujo to hige (ing: A senhora e o seu favorito), 1931
Bijin aishu (ing: "Tristezas da beleza"), 1931
Tokyo no gassho (ing: "O coro de Tóquio"), 1931
Haru wa gofujin kara (ing: "A primavera vem das senhoras"), 1932
Otona no miru ehon - Umarete wa mita keredo (pt: Nasci, mas...; br:"Eu nasci, mas..."), 1932
Seishun no yume imaizuko (ing: "Onde estão agora os sonhos de juventude?"), 1932
Mata au hi made (ing: "Até ao dia do nosso reencontro"), 1932
Tokyo no onna (ing: "Mulher de Tóquio"), 1933
Hijosen no onna (ing: "Rapariga usada como engodo"), 1933
Dekigokoro (ing: "Ilusão passageira"), 1933
Haha wo kowazuya (ing: "Uma mãe deve ser amada"), 1934
Ukigusa monogatari (ing: Uma história de ervas flutuantes"), 1934
Hakoiri musume (ing: "Uma donzela inocente", 1935
Tokyo no yado (ing: "Uma estalagem em Tóquio"), 1935
Daigaku yoitoko (ing: "É bom estar na escola" ou "Tóquio é um belo lugar"), 1936
Hitori musuko (br: "Filho único"), 1936
Kikugoro no kagamijishi, 1936 (curta metragem documental)
Shukujo wa nani o wasureta ka (ing: "Do que é que a senhora se esqueceu?"), 1937
Todake no kyoudai (ing: "Os irmãos da família Toda"), 1941
Chichi ariki (ing: "Era um pai"), 1942
Nagaya shinshiroku (ing: "Recordações de um cavalheiro aposentado"), 1947
Kaze no naka no mendori (ing: "Uma ave no vento"), 1948
Banshun (pt: Primavera tardia; Br: Pai e filha), 1949,
Munekata kyoudai (ing: "As irmãs Munekata"), 1950
Bakushû (br: "Também fomos felizes"; ing: Verão prematuro) 1951
Ochazuke no aji (pt: "O gosto do sakê"), 1952
Tokyo monogatari (br:"Contos de Tóquio" ou "Era uma vez em Tóquio"; pt: "Viajem a Tóquio") 1953
Soshun (pt: "Primavera prematura")
Tokyo boshoku (ing: "O crepúsculo de Tóquio"), 1957
Higanbana (ing: "Flores do equinócio"), 1958
Ohayou (ing: "Bom dia"), 1959
Ukigusa ("Ervas flutuantes"), 1959
Akibiyori (br: "Dia de Outono"; ing: "Outono tardio"), 1960
Kohayagawa-ke no aki (br: "Fim de verão"; tradução literal: "O outono da família Kohayagawa"), 1961
Sanma no aji (br: "A rotina tem seu encanto"), 1962

YOKO ONO - COMPOSITORA DO JAPÃO

Compositora, casada com John Lennon e também famosa por ter sido uma das fortes responsáveis pela dissolução dos Beatles, além dos escândalos sobre o amor livre na época "hippie"; seu nome significa "Filha do Oceano".

Nascimento: 18/2/1933, Japão
Filiação: Eisuke Ono e Isoko Yasuda

ZEAMI MOTOKIYO - DRAMATURGO JAPONÊS

Zeami Motokiyo (c.1363– c.1443), também chamado Kanze Motokiyo, foi um ator e dramaturgo Japonês. Para além de ter escrito cerca de duzentas peças Noh (gênero teatral que logrou estabelecer como forma artística prestigiada) deixou um conjunto de instruções escritas para actores, de forma a transmitir a sua própria concepção da sua arte dramática. Os seus textos são vistos por muitos japoneses como uma base fundamental das ideias nacionais sobre estética e cultura.

O seu pai, Kan'ami, também foi actor e educou Zeami. Os dois são, sem dúvida, os maiores responsáveis pelo estabelecimento do gênero dramático Noh no Japão e da importância que lhe é hoje concedido.

Quando a companhia de Kan'ami's atuou para Ashikaga Yoshimitsu, o Xogum do Japão, este implorou a Zeami que o ensinasse esta arte. Depois de Zeami suceder ao seu pai, continuou a atuar e a adaptar o seu estilo até, sensivelmente, à forma que o teatro Noh tem atualmente.

JIMMU TENNO (660–582 Ac) - PRIMEIRO IMPERADOR JAPONÊS

Jimmu Tenno 660–582 Ac

Na história do Japão, Jimmu é o fundador da linha Imperial japonês. No argumento histórico da Nihongi eo Kojiki, Jimmu, ou Kamu-Yamato-Ihare-Biko em seu próprio nome em japonês, traduzido do Estado celestial da deusa do sol, Amaterasu, em um reino terrestre. A história de seu governo é a história de conquista, da mesma maneira a história do livro em hebraico de juízes, é a história da conquista de Canaã divinamente ordenada pelos hebreus. Como o livro de Juízes, a história de Jimmu enfatiza a natureza divina da missão e do lugar especial do Japão no mundo.

Historiadores ocidentais e modernos historiadores japoneses geralmente acreditam na história de Jimmu como um ser lendário; durante a maior parte da história da cultura japonesa, no entanto, a história de Jimmu foi um relato poderoso da história verdadeira e da fundação do Japão. Seja qual for o status de Jimmu na história, é quase certo que um clã Yamato espalhados em todo o leste do Japão e, que eventualmente, dominou uma grande faixa de território sob o controle de outros clãs. Este clã Yamato se tornaria o clã imperial e estabelecer um Estado Imperial, que dura até hoje.

Imperador Jimmu
Nome pessoal do Imperador Kami Yamato Ihare biko, foi Hiko-hoho-demi.

Ele era o quarto filho de Hiko-Nagisa-ta-gaya ahezu-u-fuki no Mikoto. Sua mãe era Tama-yori-hime, a filha do Mar-Deus. Desde seu nascimento, este imperador era de uma inteligência clara e de firme vontade. Com quinze anos, ele tornou-se herdeiro do trono. Quando ele cresceu, casou-se com Airá-tsu-hime, do distrito de Ata, na província de Hiuga, e fez dela sua esposa. Com ela, ele teve Tagishi mimi-no Mikoto e Kisu mimi-no Mikoto.

Um nome foi especialmente concedido a ele, e ele foi chamado Shihi-netsu hiko. Ele foi o primeiro ancestral do Yamato não Atahe.

Quando observo a planície Kashiha-hara, que fica a sudoeste do Monte Unebi, parece ser o centro da Terra. Devo colocá-lo em ordem. "

Assim ele ordenou neste mês oficiais para definir sobre a construção de uma residência imperial.

Ano Kanoto Tori (5), Primavera, 1 mês, dia 1.

O Imperador assumiu a dignidade imperial no Palácio de Kashiha hara. Este ano é considerado o primeiro ano de seu reinado.

KAORU MENDE

Kaoru Mende

Lighting Designer / Representative Director
He was born in Tokyo in 1950, earned a bachelors and masters degree from Tokyo University of Art in the field of industrial and environmental design.In 1990, he founded Lighting Planners Associates Inc.The scope of his design and planning activities ranges widely from residential and architectural lighting design to urban and environmental lighting.He is also the acting chief ofthe “Lighting Detectives”, a citizens’ group that specializes in the study of the culture of lighting.Awards He has received include the Illuminating Engineering Society (IES) International Illuminating Design Award of Distinction, Illuminating Engineering Institute of Japan (IEIJ) Japan Lighting Award, Japan Culture Design Award, Mainichi Design Award, and others.He is a professor of lighting design at Musashino Art University and a part-time lecturer at Tokyo University, Tokyo University of Art, and other institutions.He is a member of the following associations, Architectural Institute of Japan (AIJ), Japan Urban Design Institute (JUDI), Illuminating Engineering Society of North America (IES), International Association of Lighting Designers (IALD), and Japan Design Committee (JDC).Books He has authored include, "Light, Light / Do you enjoy lighting?" (Tokyo Shoseki), "Guide of Lighting Design" (Shokokusha), “A Manner in Architectural Lighting Design” (TOTO Publishing),“Transnational Lighting Detectives” (Kajima Publishing), “LIGHTING DESIGN for Urban Environments and Architecture” (Rikuyosya) and many other.

TAKUMA SATO

O japonês Takuma Sato se notabilizou por seus altos e baixos. Alternava voltas rapidíssimas em treinos e corridas, com erros grosseiros e rodadas espetaculares. Apesar de veloz, não conseguiu acompanhar o ritmo do inglês Jenson Button, seu companheiro de equipe. Quando todos esperavam que a BAR teria uma temporada ainda melhor em 2005, o rendimento do carro caiu e Sato não repetiu as boas atuações. Chegou inclusive a ficar fora da segunda prova, na Malásia, por conta de uma virose. Em 2006, Sato se transferiu para a Super Aguri, e após ter trabalho com um carro obsoleto, o japonês mostrou que é rápido ao ficar com a décima colocação no GP do Brasil. Takuma Sato voltou em 2007 com a mesma vontade e surpreendeu ao colocar pela primeira vez a Super Aguri entre os 10 primeiros do grid de largada do GP da Austrália. O japonês confirmou a boa temporada ao chegar em oitavo na Espanha e sexto no Canadá.

KAZUKI NAKAJIMA - PILOTO JAPONÊS

Kazuki Nakajima
Filho do ex-piloto Satoru Nakajima, Kazuki chegou à Fórmula 1 como piloto de testes da Williams, em 2006, após ter sido o primeiro piloto do programa de desenvolvimento da Toyota. Em 2007, Nakajima se dividiu entre os testes da Williams com a disputa da GP2. A grande promoção viria no final do ano, quando ele substituiu Alexander Wurz no GP do Brasil e acabou confirmado como piloto da equipe, ao lado de Nico Rosberg, para a temporada 2008.

YASUJIRO OZU - CINEASTA JAPONÊS

Yasujiro Ozu

Yasujiro Ozu (Tóquio, 12 de Dezembro de 1903 - Kamakma, 12 de Dezembro de 1963) foi um influente realizador de cinema Japonês.

Nasceu em Fukagawa, em Tóquio, filho de um comerciante de adubo, e foi educado num colégio interno em Matsusaka, não tendo sido um aluno particularmente bem sucedido. Desde cedo se interessa pelo cinema e aproveita o tempo para ver o máximo de filmes que podia. Trabalhou por um breve período como professor, antes de voltar para Tóquio em 1923, onde se juntou à Companhia cinematográfica Shochiku. Trabalhou, inicialmente, como assistente de fotografia e de realização. Três anos depois, dirigiu o seu primeiro filme, Zange no yaiba (A espada da penitência), um filme histórico, em 1927. Os cinéfilos em geral indicam como primeiro filme importante Rakudai wa shita keredo (Reprovei, mas... - tradução do título em inglês), de 1930. Realizou mais 53 filmes - 26 dos quais nos seus primeiros cinco anos como realizador e todos, menos 3, para os estúdios Shochiku.

Em Julho de 1937, numa altura em que os estúdios demonstravam algum descontentamento com o insucesso comercial dos filmes de Ozu, apesar dos louvores e prémios com que a crítica o celebrava, é recrutado com 34 anos e servirá como cabo de infantaria, na China, durante dois anos. A sua experiência militar leva-o a escrever um extenso diário onde se inspirará mais tarde para escrever guiões cinematográficos. O primeiro filme realizado por Ozu ao regressar, Toda-ke no Kyodai (Os irmãos da família "Toda" - tradução do título em inglês, 1941), foi um sucesso de bilheteira e de crítica. Em 1943 foi, de novo, alistado no exército para realizar um filme de propaganda em Burma. Em vez disso, porém, foi enviado para Singapura onde passou grande parte do seu tempo a ver filmes norte-americanos confiscados pelo exército. De acordo com Donald Richie, o filme preferido de Ozu era a obra-prima de Orson Welles', Citizen Kane.

Ozu começou por realizar comédias, originais no seu estilo, antes de se dedicar a obras com maiores preocupações sociais na década de 1930, principalmente ao focar dramas familiares (gênero próprio do cinema japonês, chamado "Gendai-Geki"). Outros temas caros ao mestre japonês são a velhice, o conflito entre gerações, a nostalgia, a solidão e inevitabilidade da decadência, como se verifica, de imediato, nos títulos dos seus filmes que evocam o passar do tempo: é frequente que os seus filmes terminem num local ou numa situação directamente ligada com o início, acentuando o carácter temporal "circular" (como as estações do ano ou a alternância das marés) destas obras.

Trabalhou frequentemente com o argumentista (guionista) Kogo Noda; entre outros colaboradores regulares contam-se o director de fotografia Yuharu Atsuta e os actores Chishu Ryu e Setsuko Hara. Os seus filmes começaram a ter uma recepção mais favorável a partir do final da década de 1940, com filmes como Banshun (Portugal: Primavera tardia; Brasil: Pai e filha, 1949), Tokyo monogatari (Portugal: Viagem a Tóquio, Brasil: Era uma vez em Tóquio, 1953), considerado a sua obra prima, e Ochazuke no Aji (Portugal: O gosto do saké, 1952), Soshun (Portugal: Primavera prematura, 1956), Ukigusa (Ervas flutuantes, 1959) e Akibiyori (Dia de Outono, 1960). O seu último filme foi Sanma no aji (BrasilA rotina tem seu encanto, 1962). Morreu de cancro no seu 60º aniversário e foi sepultado no templo de Engaku-ji em Kamakura.

Enquanto realizador era considerado excêntrico e declaradamente perfeccionista. É muitas vezes referido como o "mais japonês dos realizadores de cinema", o que não foi favorável para a sua divulgação no estrangeiro - só tardiamente se começou a mostrar a sua obra no ocidente, a partir da década de 1960. Foi relutante a aceitar a revolução do cinema sonoro - o seu primeiro filme com som foi Hitori musuko ("Filho único"). O seu primeiro filme a cores foi também tardio: Higanbana (Flores do equinócio), em 1958. Destaca-se, no seu estilo, um género de plano, filmado a baixa altura, com o operador de câmara de cócoras, o que provoca um determinado efeito de identificação do espectador com o ponto de vista da câmara. Defendia insistentemente os planos estáticos, sem movimento da câmara e composições meticulosamente definidas que não permitiam aos actores dominarem individualmente a cena. É também sua imagem de marca a frontalidade do plano (falsos raccords): num campo-contracampo, por exemplo, quando vemos alternadamente uma pessoa a falar com outra, é dada a impressão que o actor se dirige ao espectador e não à personagem do filme.

A influência de Ozu no cinema oriental é indubitável: Akira Kurosawa e Kenji Mizoguchi, que despertaram primeiramente a curiosidade cinéfila europeia em relação ao cinema japonês são, de certa forma, tributários do seu estilo. Verifica-se que muitos cineastas ocidentais tomaram Ozu como mestre. Wim Wenders filmou "Tokyo-Ga", um documentário sobre Ozu. Jim Jarmusch e Hal Hartley seguem de perto os seus ensinamentos, nos Estados Unidos da América. Em Portugal, João Botelho inspirou-se no seu filme "Viagem a Tóquio" para realizar "Um adeus português"

Filmografia (além dos filmes mencionados)
Indica-se com br, o nome por que é conhecido no Brasil, com pt, o nome com que é conhecido em Portugal e com ing, a tradução do título em inglês (note-se que, por exemplo, em Portugal só estreou comercialmente um filme de Ozu - Primavera tardia, o que implica que não haja um título "oficial" em português).

  • Zange no yaiba ("Espada da penitência"), 1927
  • Wakodo no yume (ing: "Sonhos de juventude"), 1928
  • Hikkoshi fufu (ing: "Casal em mudanças"), 1928
  • Nikutaibi (ing: "Corpo belo"), 1928
  • Nyobo funshitsu (ing: "Esposa perdida"), 1928
  • Kabocha (ing: "Abóbora"), 1928
  • Wakaki hi (ing: "Dias de juventude"), 1929
  • Wasei kenka tomodachi (ing: "Amigos em luta"), 1929
  • Daigaku wa deta keredo (ing: "Graduei-me, mas..."), 1929
  • Tokkan kozo (ing: "Um rapaz sincero"), 1929
  • Takara no yama (ing: "A montanha do tesouro"), 1929
  • Kaishain seikatsu (ing: "A vida de um empregado de escritório), 1929
  • Rakudai wa shita keredo (ing: "Reprovei, mas..."), 1930
  • Erogami no onryo (ing: "O espírito vingativo de Eros"), 1930
  • Ashi ni sawatta koun (ing: "Sorte perdida" ou "A sorte tocou-me nas pernas"), 1930
  • Ojosan (ing: "Jovem menina"), 1930
  • Sono yo no tsuma (ing: "A esposa dessa noite"), 1930
  • Kekkongaku nyumon (ing: "Introdução ao casamento"), 1930
  • Hogaraka ni ayume (ing: "Anda alegremente"), 1930
  • Shukujo to hige (ing: A senhora e o seu favorito), 1931
  • Bijin aishu (ing: "Tristezas da beleza"), 1931
  • Tokyo no gassho (ing: "O coro de Tóquio"), 1931
  • Haru wa gofujin kara (ing: "A primavera vem das senhoras"), 1932
  • Otona no miru ehon - Umarete wa mita keredo (pt: Nasci, mas...; br:"Eu nasci, mas..."), 1932
  • Seishun no yume imaizuko (ing: "Onde estão agora os sonhos de juventude?"), 1932
  • Mata au hi made (ing: "Até ao dia do nosso reencontro"), 1932
  • Tokyo no onna (ing: "Mulher de Tóquio"), 1933
  • Hijosen no onna (ing: "Rapariga usada como engodo"), 1933
  • Dekigokoro (ing: "Ilusão passageira"), 1933
  • Haha wo kowazuya (ing: "Uma mãe deve ser amada"), 1934
  • Ukigusa monogatari (ing: Uma história de ervas flutuantes"), 1934
  • Hakoiri musume (ing: "Uma donzela inocente", 1935
  • Tokyo no yado (ing: "Uma estalagem em Tóquio"), 1935
  • Daigaku yoitoko (ing: "É bom estar na escola" ou "Tóquio é um belo lugar"), 1936
  • Hitori musuko (br: "Filho único"), 1936
  • Kikugoro no kagamijishi, 1936 (curta metragem documental)
  • Shukujo wa nani o wasureta ka (ing: "Do que é que a senhora se esqueceu?"), 1937
  • Todake no kyoudai (ing: "Os irmãos da família Toda"), 1941
  • Chichi ariki (pt: "Havia um pai"), 1942
  • Nagaya shinshiroku (ing: "Recordações de um cavalheiro aposentado"), 1947
  • Kaze no naka no mendori (ing: "Uma ave no vento"), 1948
  • Banshun (pt: Primavera tardia; Br: Pai e filha), 1949,
  • Munekata kyoudai (ing: "As irmãs Munekata"), 1950
  • Bakushû (br: "Também fomos felizes"; pt: Verão prematuro) 1951
  • Ochazuke no aji (pt: "O gosto do sakê"), 1952
  • Tokyo monogatari (br:"Contos de Tóquio" ou "Era uma vez em Tóquio"; pt: "A Viagem a Tóquio") 1953
  • Soshun (pt: "Primavera precoce")
  • Tokyo boshoku (ing: "O crepúsculo de Tóquio"), 1957
  • Higanbana (ing: "Flores do equinócio"), 1958
  • Ohayou (pt: "Bom dia"), 1959
  • Ukigusa ("Ervas flutuantes"), 1959
  • Akibiyori (br: "Dia de Outono"; ing: "Outono tardio"), 1960
  • Kohayagawa-ke no aki (br: "Fim de verão"; tradução literal: "O outono da família Kohayagawa"), 1961
  • Sanma no aji (br: "A rotina tem seu encanto"), 1962
Fonte: Wikipédia

KENJI MIZOGUCHI - CIENTISTA JAPONÊS

Mizoguchi, Kenji (1898-1956), Cineasta japonês:

As Irmãs de Gion (1936);
Contos da Lua Vaga (1953);
Intendente Sansho, Os Amantes Crucificados (1954);
A Rua da Vergonha (1956).

Nationality: Japanese. Born: Tokyo, 16 May 1898. Education: Aohashi Western Painting Research Institute, Tokyo, enrolled 1914. Career: Apprentice to textile designer, 1913; newspaper illustrator, Kobe, 1916; assistant director to Osamu Wakayama, 1922; directed first film, 1923; began association with art director Hiroshi Mizutani on Gio matsuri, 1933; began collaboration with writer Yoshikata Yoda on Naniwa ereji, 1936; member of Cabinet Film Committee, from 1940; elected president of Japanese directors association, 1949; signed to Daiei Company, 1952. Awards: International Prize, Venice Festival, for The Life of Oharu, 1952. Died: 24 August 1956, in Kyoto, Japan, of leukemia.

TEINOSUKE KINUGASA - CINEASTA JAPONÊS

Kinugasa, Teinosuke (1896-1982), Cineasta japonês:

A Encruzilhada (1928);
O Portal do Inferno (1953).

In Teinosuke Kinugasa's Okoto to Sasuke or The Koto Player & Her Disciple (Daiei, 1961), a wealthy Osaka apothecary kept the feudal traditions even as the world modernized around him. His second daughter was blind from age nine. As she was regarded as an unlikely candidate for marriage, she received the best training as a koto & shamisen player so that she could live an admirable life as musician & teacher.

KAZUO ISHIGURO

Ishiguro, Kazuo (1954-), japonês radicado na Inglaterra:

Luz Pálida sobre a Colina (1982);
Vestígios do Dia (1989);
O Inconsolado (1995).


Kazuo Ishiguro was born in Nagasaki, Japan, in 1954; he came to England when he was five years old and now lives in London. His first four novels are: A Pale View of Hills (1982), An Artist of the Floating World (1986), The Remains of the Day (1989) and The Unconsoled (1995).

The Remains of the Day is an enthralling novel that has to be read twice. The web of words is too complicated to penetrate at first sight, and emotion is very hard to unveil. Once you find out it exists, you retrace your steps, and point the finger questioningly at the sore spots.

On the one hand, the book is an essay on the idea of a ‘great’ butler: the person in question, we are told, should be characterized by dignity above all, and should be attached to a distinguished employer, who in this case is Lord Darlington, a key figure – or so the butler thinks – for the destiny of humanity.

The butler – whose only name seems to be Stevens, as nobody uses his first name – must have been born a butler. He has no personal belongings or wishes other than to serve his master. He has no childhood memories that he sees fit to mention, and he gives up life for the sake of his profession, in which he is indeed unsurpassed. His dissertation on how to be unsurpassed is interspersed with a limited range of memories, incidents and two major feelings, which remain forever unuttered: love for his master and love for the housekeeper, Miss Kenton. Within the space of the novel, Lord Darlington dies – he is already dead when the story, Stevens’ motoring trip, begins – and Miss Kenton is already Mrs. Benn. What is left of the butler’s great expectations is the remains of the day.

Apparently unemotional and perfectly matter-of-fact, the story Stevens tells stresses decency and restraint, major ways of life and utmost boundaries to our possible desire of trespassing into the realm of the main character’s sensibility, even deeper psychology. The whole novel is built upon the rock of a huge understatement. Stevens seems arrested in the hieratic posture of Japanese art. Movement of any kind is banned to the surface, although we ultimately become very much aware that a stream of incandescent lava flows passionately underground, like a river which strats from the sun, which rages till the sun is exhausted into a mere sunset – and then we can at last catch a glimpse of what it might have been.

The ‘might have been’ is a mood characteristic of T.S. Eliot’s sensibility, and so is Stevens’ unwillingness to admit he is and why he is so deeply unhappy, to talk about himself. As an objective correlative – though Eliot himself discarded the term in later life, the day is spent as a butler, and in the evening, which is stated at the very end of the book to be the ‘best part of the day,’ the butler turns into a might-have-been prince, whose beloved has grown old, apart and, as a matter of fact, has left the scenario altogether.

The novel starts with the announcement in the first person, ‘the expedition has been preoccupying my imagination now for some days.’ The first character mentioned is Mr. Farraday, the new American owner of Darlington Hall. Unlike Henry James’ Americans, blinded by the lights of Europe before the two world wars, Ishiguro’s American is mastered by a downright complex of superiority. The story begins in 1956. Two wars have changed England and the rest of the continent. Mr. Farraday has bought Darlington Hall, hoping it would turn out to be the ‘real thing,’ and Stevens the butler comes, as somebody says on the last pages, as ‘part of the package.’


TIKASHI FUKUSHIMA - ARTISTA PLÁSTICO JAPONÊS

Fukushima, Tikashi (1920-2001) ARTISTA PLÁSTICO

Vento e Mar (1960);
Vento de Outono (1986).

Fukushima, Japão (1920-2001)
Premiado na 13a Bienal Internacional de São Paulo. Suas obras foram expostas no National Museum of Art (Museu Nacional de Arte) em Osaka, no Japão

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